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sábado, 7 de maio de 2011

Reforma Política: uma proposta nada viável

Os caras não vão querer. Infelizmente, uma reforma política de verdade em nosso país só vai acontecer na marra, ou seja, não em condições normais. Precisaríamos de uma fúria "egípcia" para defenestrar a bandidagem que se instalou nas entranhas do poder. Contudo, não posso me furtar a apresentar ideias que entendo serem interessantes para o nosso país. Começarei pelo Legislativo. Que os meus 12 leitores comentem à vontade.
Para o Senado da República:
- DOIS senadores por estado, como na CF de 1934;
- Mandatos de 4 anos;
- Ficando vago o cargo faltando mais de dois anos para o fim do mandato, nova eleição para preencher a vaga. Faltando menos de dois anos, o governador do estado nomeia o novo senador para completar o mandato. Assim acaba-se com essa farra de suplentes em voto.
Para a Câmara Federal:
- 270 deputados. Como cheguei a esse número? O Brasil tem cerca de 135 milhões de eleitores. O voto para a Câmara é proporcional, certo? Não é bem assim. Como existe um piso de oito deputados por estado e um teto de 70, o voto de um eleitor paulista para essa eleição "vale" cerca de 1/12 do de um cidadão de Roraima. OK, alguns vão dizer "ainda bem", mas isso é justo? O Senado existe justamente para compensar as diferenças de população. Estabeleci então um índice de 500 mil eleitores por deputado. Estados com menos de 500 mil eleitores formariam um colégio com um ou mais estados vizinhos de modo a alcançar este índice. Já ouço a gritaria: "Vai ter estado sem nenhum deputado!" Não necessariamente. Dependendo de como ficarem esses "distritões", o modelo pode ser ajustado por região. E é bem mais fácil fiscalizar um do que oito. Com toda a grana que se gasta com Suas Excelências, dá pra pagar passagem pro digníssimo percorrer a região toda como bem quiser. E, além disso, o deputado federal existe para discutir questões nacionais. Assuntos como asfaltamento de ruas ou construção de hospitais são temas locais que devem ser tratados pelas assembleias legislativas e câmaras de vereadores. Ah, e por este modelo SP ficaria com 60 deputados federais, dez a menos que hoje.
- Por este modelo, o Congresso Nacional passaria a ter 324 parlamentares, contra 594 atualmente. Para comparação, nos EUA são 435 deputados e 100 senadores, sendo que eles têm uma população de cerca de 305 milhões de habitantes contra 190 milhões no Brasil.
Como o texto já ficou grande e tenho mais o que fazer, continuo em breve.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Miguel Nicolelis - Uma Fera!

Sensacional texto do nosso mais brilhante cientista da atualidade, o neurocientista Dr. Miguel Nicolelis. Uma brilhante demonstração de como precisamos nos proteger do assédio dos adeptos do obscurantismo. Leia aqui.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais do Freixo

Entrevista do Marcelo Freixo no saite da Carta Capital. Esse sim é do bem.
O vice do Serrojas, o Indio sem acento, mais parecido com o Jerry Lewis (mas sem a menor graça), é cria do Cesar Maia, notório defensor das milícias, que ele chamou eufemisticamente de "auto defesa comunitária". O Serra não é do "bem". Serra é do DEM! Vejam aqui um belo exemplo de "líder da auto defesa comunitária". Reparem no partido do cidadão.

Carta a FHC, por Theotônio dos Santos

Vejam aqui, extraído do blog do autor. Muito bom.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

BOLINHA DE PAPEL PESADA ESSA...

A farsa do Serrágio durou pouco. Menos que a de Rojas que, num trocadilho infame, aproveitou-se de um rojão para tentar ganhar uma vaga na Copa no tapetão. Pelo menos o goleiro chileno ainda se cortou para dar alguma veracidade à encenação. Agora o Ministro do Pedágio foi vítima da velocidade da internet e do câmera esperto do SBT. Ele estava fazendo o "V" com as duas mãos. Recebe o "impacto" da bolinha de papel e nem pisca. O Indio está ao seu lado e nem repara. Aí se passam 20 minutos, o celular do Demissor de Jornalistas toca e aí ele põe a mão na cabeça. Daí para a tomografia foi um salto que nem o House ousaria pedir à Cuddy.

Peço aos meus cinco leitores que respondam à seguinte pergunta: o que foi que falaram para o Serrado naquele telefonema? Quem acertar ganha uma bolinha de papel reciclado (pra agradar à Marina).

a) Finge que levou uma tijolada, renuncia e foge de novo pro Chile pra terminar a faculdade. O Rojas pode até te dar umas aulas!
b) Até o Ibope tá dizendo que já era! Pede licença pra ir ao banheiro e sai de fininho!
c) Ô meu, a Mônica aprontou de novo! Vê aí se tem alguma coisa nascendo na sua cabeça!
d) A Veja vai dar que a Rose Fogueteira é militante do PT e jogou uma coroa de espinhos na tua cabeça. Corre pra Globo pra tirar as fotos a tempo de sair no JN!

Vejam aqui várias pérolas postadas no twitter a respeito. Peguei no Viomundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

ABORTOS PÓSTUMOS

Enquanto os candidatos e seus assessores trocam acusações e profissões de fé em torno da questão do aborto, outra forma muito mais grave desse ato se repete diariamente e debaixo do nariz de todos. Falo daqueles que não são abortados pela interrupção da gravidez, mas pelo abandono que sofrem após o seu término. Chamo isso de "Abortos Póstumos".
Independente do que se pense sobre o aborto "clássico", não conheço pessoa sã que seja favorável a abandonar crianças à sua própria sorte, sem contar as diversas formas de exploração que costumam acompanhar esta maldade. Mas isso não causa escândalo capaz de mobilizar os candidatos e os eleitores! É claro que, se questionados, uns e outros farão diversas afirmações no sentido que mostrar que se importam com o tema. Mas isso não causou nenhum terremoto na campanha eleitoral, porque já nos acostumamos tanto com isso que nada acontece, é a "banalidade do mal" que Hannah Arendt já denunciava há mais de 40 anos.
Faço aqui um apelo: pensem nas crianças que estão por aí, inclusive naquelas que neste momento estão nas barrigas das suas mães, e lutem para que elas não sejam abortadas, nem antes nem depois dos nove meses.